domingo, 12 de fevereiro de 2012

Varejo dá aula para quem pretende reformar casa

É comum quem vai reformar ou construir ter dúvidas no momento de discutir a execução do serviço com os profissionais que vão realizar a obra. Porém, é possível começar a entender do assunto sem gastar nada. Para isso, as redes de material de construção oferecem cursos gratuitos que servem tanto para o consumidor se informar sobre as técnicas quanto para profissionais da área atualizarem seus conhecimentos e se qualificarem.

O diretor de marketing da C&C, Mauro Florio, explica que as lojas vendem uma série de produtos que podem ser aplicados tanto por profissionais quanto por leigos. Muitos cursos foram criados para atender a essa demanda dos clientes. “Há serviços de eletricidade, pintura e acabamento de superfície, por exemplo, que as pessoas querem fazer por lazer”, diz.

São aulas de artesanato, pintura, aplicação de verniz, pátina (dar um visual envelhecido à madeira), por exemplo, que são ministrados o ano todo. Além da C&C, os clientes também podem se inscrever em cursos na Telha Norte, Dicico e Leroy Merlin (que ainda vai divulgar a grade para 2012).

As aulas são ministradas em parceria com empresas do setor. “No nosso caso, oferecemos cursos presenciais e à distância para várias especializações”, diz Florio,da C&C.

Na Telha Norte, os cursos para profissionais são voltados para instaladores. “Percebemos a demanda que o setor tem por profissionais qualificados desta área”, afirma Alexandre Arruk de Souza, gerente regional da Pro Telhanorte, empresa da à Saint-Gobain Distribuição Brasil, rede varejista de construção.

Para Claudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), investir na qualificação profissional é uma forma de acompanhar o crescimento do setor. “Toda hora o mercado lança uma ferramenta que pode aumentar a eficiência do trabalho”, aponta.

Mão de obra
A área também sofre com a falta de mão de obra qualificada. “Isso faz com que o segmento desenvolva cada vez mais tecnologias para substituir o pedreiro, por exemplo. É uma construção mais industrializada e menos artesanal”, diz. Este ponto ajuda também que os leigos no ramo façam serviços sozinhos em suas casas.

Conz acrescenta ainda que uma grande carência do setor é por profissionais que fazem a instalação de materiais como piso, azulejo e cerâmica. “O salário de um colocador de cerâmica se valorizou até 30% nos últimos dois anos. Eles chegam a ganhar até R$ 6 mil, mais do que um engenheiro recém-formado”, afirma.

Encanador e eletricista têm situação semelhante. “Profissionais qualificados nessas áreas ganham de R$ 3,5 mil a R$ 5,5 mil, valorização de quase 40% nos últimos dois anos.”

Alexandre Finionato, supervisor de obras, procura fazer cursos a área de impermeabilização, na qual trabalha. Com isso, seu faturamento já cresceu 50% no último ano. “Faltam profissionais para esta área, que é muito específica. É uma forma de me preparar para atender mais clientes.”

*com informações publicadas no Jornal da Tarde

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